LdV aguarda decisão sobre Auditoria e marcação da AG

25 de Setembro de 2008 – 10:56

No passado dia 16 de Setembro, o Movimento Leão de Verdade manteve uma reunião com o Eng. José Nobre Guedes, Vogal do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, e o Dr. Pedro Batalha Ribeiro, responsável do Departamento Jurídico, com vista à apresentação da proposta de uma auditoria a realizar voluntariamente pelo Conselho Directivo.

Foi detalhadamente explanada a nossa posição sobre o que consideramos ser o modelo de relatório que pretendemos elaborado, e que assegurará satisfatoriamente os objectivos de informação e transparência constantes da ordem de trabalhos da Assembleia Geral Extraordinária cujo requerimento de convocação foi entregue em 2 de Junho passado.

De forma sumária, esta proposta consubstancia-se numa auditoria global às contas do Sporting Clube de Portugal e de todas as sociedades que integram ou integraram o denominado “Grupo Sporting”, abrangendo o período desde 1995/1996 até à presente data, tendo em vista a apresentação da evolução das contas consolidadas do Clube durante este período da sua história.

Este trabalho, a realizar por empresa credenciada (escolhida por concurso ou consulta directa ao mercado, com exclusão de qualquer auditora que, no período em causa, haja trabalhado com o Sporting Clube de Portugal ou com qualquer sociedade do Grupo), deverá ser objecto de acompanhamento por uma comissão composta por sócios efectivos do Clube com experiência relevante na área.

Esta comissão terá a incumbência de aprovar o relatório em causa, incluindo a análise económica dos negócios de alienação de património imobiliário levados a cabo neste período, designadamente a venda dos terrenos do antigo Estádio José Alvalade e do denominado património não desportivo (Edifício Visconde de Alvalade, Secretaria, Alvaláxia, Holmes Place e Clínica CUF), conforme consta dos pontos 3 e 4 da Ordem de Trabalhos da Assembleia Geral requerida.

Apresentada a nossa pretensão em termos que o Senhor Vogal do Conselho Directivo julgou suficientemente esclarecedores para permitir discussão interna sobre a viabilidade do processo, igualmente registámos os comentários dos nossos interlocutores, cuja revelação neste momento se afigura inoportuna, por representarem opiniões pessoais e não veicularem a posição oficial do Conselho Directivo.

O assunto foi assim remetido para discussão com os demais responsáveis do Clube, tendo o Movimento Leão de Verdade solicitado uma tomada de posição até ao final do corrente mês.

Em paralelo com os esforços no sentido de viabilizar a realização de uma auditoria voluntária, segue os seus termos o processo de convocação da Assembleia Geral Extraordinária.

Nesta conformidade, conhecida a recusa do Conselho Directivo em ceder as instalações sociais para a realização da Assembleia, e sem prejuízo da determinação em conhecer os motivos subjacentes a essa recusa (conforme requerimento já entregue e ao qual continuamos a aguardar resposta), o Movimento Leão de Verdade manteve, em 18 de Setembro passado, nova reunião com o Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Nessa reunião, foi apresentada a hipótese de realização da Assembleia Geral no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, utilizado pela equipa de Futsal do Sporting Clube de Portugal no âmbito de protocolo estabelecido com aquela autarquia. À semelhança da hipótese, liminarmente recusada pelo Conselho Directivo, de realizar a Assembleia nas instalações do Clube, esta nova solução pretende conter as despesas de organização em valores que não defraudem o direito de convocação pelos sócios que os Estatutos consagram.

O Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral fez depender qualquer iniciativa junto da autarquia de Loures de uma solicitação formal nesse sentido por parte do Movimento Leão de Verdade, a qual já foi apresentada.

O Movimento Leão de Verdade aguardará agora, até ao final do corrente mês, pelos desenvolvimentos posteriores dos dossiers “auditoria” e “Assembleia Geral”, e em função deles tornará públicas a sua posição e próximas iniciativas.

Novas reuniões: Presidente da Mesa AG e Conselho Directivo

15 de Setembro de 2008 – 23:44

No passado dia 9 de Setembro - quatro dias antes da data que em Julho passado sugeriu para a realização da Assembleia Geral Extraordinária - o Movimento Leão de Verdade foi finalmente informado sobre os mais recentes desenvolvimentos do processo relativo ao requerimento de convocação daquela Assembleia.

Informou-nos o Senhor Presidente da Mesa de que, na sua reunião de 8 de Setembro, o Conselho Directivo deliberou recusar a cedência das instalações do Estádio José Alvalade para a realização da Assembleia Geral.

Tratando-se de uma recusa que se apresenta destituída de qualquer justificação, o Movimento Leão de Verdade, através de um dos seus elementos, requereu já cópia da acta da reunião do Conselho Directivo de 8 de Setembro, a fim de apreciar os motivos invocados para negar a utilização das instalações do Clube numa reunião estatutária requerida por centenas dos seus sócios.

Sem embargo da firme vontade de conhecer os motivos de tão liminar deliberação - e de contra ela reagir através de todos os meios previstos nos Estatutos, se tal se mostrar pertinente -, o Movimento Leão de Verdade irá reunir, ainda durante a presente semana, com o Senhor Presidente da Mesa, de modo a avaliar hipóteses de espaços alternativos para a concretização da Assembleia Geral Extraordinária.

Em paralelo, no que respeita à eventual realização voluntária da auditoria, fomos informados de que, na mesma reunião, o Conselho Directivo deliberou mandatar o Vogal Eng. José Nobre Guedes para, em reunião com o Movimento Leão de Verdade - que igualmente terá lugar no decurso da presente semana -, apreciar a viabilidade dessa hipótese.

Ainda a respeito da reunião do Conselho Directivo de 8 de Setembro passado, o Movimento Leão de Verdade congratula-se com a deliberação ali aprovada de adiar a realização do Congresso Leonino.

Apesar de não nos revermos nas causas da decisão - por entendermos que os motivos invocados não são de molde a justificar um adiamento de uma organização há muito anunciada e que, aliás, é estatutariamente imperativa -, saudamos as suas consequências - dado que a realização do Congresso em momento posterior, e desejavelmente após a realização da auditoria global por que nos vimos batendo, permitirá um debate mais amplo, esclarecedor e profícuo para o futuro do Clube.

Reunião de 22 Julho com Presidente da Mesa da AG

14 de Agosto de 2008 – 11:51
Tag: AG

No passado dia 22 de Julho teve lugar uma reunião destinada a preparar a realização da Assembleia Geral Extraordinária , na qual participaram o Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral e os Senhores Frederico Abreu e Pedro Cunha Ferreira, membros do Movimento Leão de Verdade e primeiros subscritores do requerimento.

Entre os assuntos debatidos, realçamos, pela sua relevância, os seguintes:

- Data de realização da Assembleia: Tendo em conta que se considera útil a realização da Assembleia antes do Congresso Leonino (agendado para 12 de Outubro, mas cujo adiamento se começa agora a perspectivar), os requerentes avançaram com a data pretendida de 13 de Setembro. Tratando-se de um Sábado, em fim de semana no qual não se realizam jogos da Liga Sagres, afigura-se-nos ser esta a data indicada, ao que o Senhor Presidente não levantou qualquer objecção.

- Local de realização da Assembleia: Os requerentes solicitaram a avaliação de todas as hipóteses de espaços gratuitos, seja o próprio Estádio José Alvalade, seja outro local a ceder por terceiros. Compreendendo a necessidade de não onerar uma iniciativa desta natureza com valores que, por absolutamente incomportáveis, esvaziariam o mecanismo estatutário de convocação de Assembleia Geral Extraordinária, o Senhor Presidente manifestou disponibilidade para as soluções apontadas, assim as mesmas reúnam os requisitos necessários ao bom funcionamento da Assembleia.

- Representação de sócios ausentes: Contrariando o que expressara em carta anterior, o Senhor Presidente negou a possibilidade de os sócios que não possam comparecer na Assembleia se fazerem representar por meio de procuração.

Na mesma reunião, foi discutida a posição do Conselho Directivo sobre a requerida Assembleia Geral Extraordinária. Segundo o transmitido pelo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o órgão executivo do Sporting Clube de Portugal não encara favoravelmente a possibilidade de vir a ser forçado a realizar uma auditoria com contas consolidadas, o que considera prejudicial à imagem do Grupo e à sua relação com os seus parceiros e o mercado.

Assim, e também dando corpo ao princípio consagrado numa anunciada proposta de revisão estatutária que pretende apresentar, o Conselho Directivo estará na disposição de realizar voluntariamente a referida auditoria, assim se tornando desnecessária a realização da Assembleia Geral Extraordinária.

O requerimento para convocação de Assembleia Geral Extraordinária corresponde ao exercício conjunto de um direito individual de cada associado. O juízo sobre a pertinência da Assembleia Geral, caso a auditoria venha a ser realizada voluntariamente, pertence pois a cada um dos subscritores, pelo que desde já se solicita o contributo de todos - seja para nosso e-mail, comentário neste espaço ou através da nossa morada disponível aqui - com a sua posição sobre a possibilidade aventada pelo Senhor Presidente da Assembleia Geral.

No que ao Movimento Leão de Verdade diz respeito, os seus membros consideram que a Assembleia Geral constitui um instrumento para alcançar o objectivo de uma efectiva clarificação sobre a situação económico-financeira do Grupo Sporting, com foco nas questões que compõem a ordem de trabalhos proposta. Clarificação que consideramos indispensável à tomada de decisões sobre o rumo do Clube e que, em primeira linha, sempre deveria ter partido dos órgãos sociais ao longo dos últimos anos, em lugar de ser exigida pela mobilização dos sócios.

Encontrando-se já em avançada preparação uma proposta de auditoria, destinada a apresentar em Assembleia Geral pelos sócios que integram o Movimento Leão de Verdade, decidiram estes adaptar a referida proposta, de modo a que a mesma passe a contemplar, nos termos julgados adequados, a análise da restante matéria da ordem de trabalhos.

Caso a referida proposta de auditoria seja aceite, mediante compromisso formal do Conselho Directivo, o Movimento Leão de Verdade considerará alcançado o objectivo primordial da Assembleia Geral, o que permitirá, no imediato, uma maior transparência na análise da situação do Clube e, no futuro, uma mais profícua discussão sobre o rumo que o mesmo deverá seguir.

Até lá, o processo de organização da Assembleia Geral deverá continuar a sua marcha e, tendo o Senhor Presidente da Mesa solicitado aos serviços do Sporting Clube de Portugal a avaliação da viabilidade de realização de uma Assembleia Geral nas instalações do Clube, e bem assim a quantificação dos custos remanescentes a suportar pelos requerentes, até à presente data o Movimento Leão de Verdade ainda não foi notificado do resultado das referidas diligências.

Vencida a primeira etapa

11 de Julho de 2008 – 11:40

No passado dia 7 de Julho o Movimento Leão de Verdade foi formalmente notificado da verificação, por parte dos serviços do Sporting Clube de Portugal, da regularidade e suficiência das assinaturas que suportavam o seu requerimento para convocação de Assembleia Geral Extraordinária.

Atingido e ultrapassado o número mínimo de votos necessários para requerer a convocação daquela Assembleia, o processo entra agora, por despacho do Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, numa fase de cariz logístico, destinada a fixar a data e local da Assembleia e a quantificar os respectivos custos. Para esse efeito, terá lugar, com a maior brevidade possível, uma reunião com o Senhor Presidente.

A todos os que, em condições de grande dificuldade e falta de meios, se empenharam no processo de esclarecimento público e recolha de assinaturas, e às centenas de sócios que, acreditando em nós, acreditaram poder fazer a diferença, deixamos o nosso grande agradecimento. Todos juntos, dão corpo à verdadeira Cidadania Sportinguista e escrevem um pouco de história no Sporting Clube de Portugal.

Sporting de férias?

26 de Junho de 2008 – 18:36

O Movimento de Cidadania Leão de Verdade continua a aguardar por parte do Clube:

1. Resposta ao requerimento entregue dia 2 de Junho com pedido de convocação de AG extraordinária.

2. Resposta ao requerimento entregue dia 30 de Maio com pedido da acta da AG de 28 de Maio, bem como do registo áudio-visual da mesma.

3. Resposta ao pedido de abertura de inquérito interno (ao Clube) sobre fuga de informação resultante na notícia do jornal Record de 1 de Maio, entregue em mão ao presidente da mesa da AG, dia 23 de Maio, e entretanto enviado ao presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Valor do Trespasse da Academia

4 de Junho de 2008 – 12:09

(este post é cópia integral do folheto distribuído pelo Movimento no dia da AG de 28 de Maio).

FACTOS:

Filipe Soares Franco na A. Geral de 17/03/2006 (Apresentação em Power-Point)

· Valor do Investimento (2003) – 17,5 M€

· Avaliação à Data Dessa A. Geral (2006) – 20 M€

Avaliação para Efeitos de Trespasse (2008) – 21 M€

COMENTÁRIO:

É uma avaliação feita por apenas um avaliador – os Fundos de Investimento Imobiliário socorrem-se no mínimo a três avaliadores dado que a avaliação imobiliária não é uma ciência exacta e contém elevado grau de subjectividade do avaliador – que para além de apenas valorizar o bem com uma actualização de 2,5 %/ano, considera-se estática no tempo.

E PORQUÊ?

A localização do novo aeroporto de Lisboa (NAL) no Campo de Tiro de Alcochete (CTA) e simultaneamente a localização de uma Estação do TGV com serviço ibérico, distando entre 3,9 e 7,9 Kms conforme a solução definitiva escolhida (mapa anexo), desde logo revaloriza este bem, pelo reforço da sua competitividade, em mais de 10% em relação ao valor actual correcto, isto é, 26 M€.

Mas o valor expectante é substancialmente superior.

A Academia estará (?) actualmente ocupada na máxima capacidade legal, havendo 8 ha. (mapa anexo) de terreno livre de ocupação. Perante a proximidade do NAL, com probabilidade elevadíssima de que fique integrada na cidade aeroportuária, que obriga pelo interesse público à revisão dos instrumentos de ordenamento do território (PDMs, RAN, REN), existe claramente a expectativa da sua revalorização.

Imagine-se nos 8 ha. disponíveis hotéis e (ou) centros de escritórios. Quanto não valerá mais a Academia? Seguramente bem mais do dobro do valor porque se quer trespassar.

Assim a prudência indica para que não se aliene um bem por valor potencialmente inferior. Aguarde-se pela evolução do ordenamento local, porque só se pode lucrar com essa espera.

Os sócios do Sporting estão fartos de assistir a alienações do património por valores gravosos para o Clube. Não permita que se faça mais um negócio desastroso, pelo que só uma tomada de posição a isso obstará – VOTE NÃO À PROPOSTA DO CONSELHO DIRECTIVO.

QUE VIVA O SPORTING!

Comunicado - Movimento entrega requerimento de assembleia-geral extraordinária

3 de Junho de 2008 – 0:47
Tag: AG

O Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade entregou hoje o requerimento e assinaturas necessárias à convocação de uma assembleia-geral extraordinária do Sporting Clube de Portugal, após o anunciado adiamento de uma semana com o objectivo de permitir máxima concentração na assembleia-geral solicitada pelo conselho directivo, entretanto realizada.

O Movimento formaliza assim em definitivo o principal objectivo que se propôs nos últimos meses, cumprindo o compromisso assumido perante as centenas de sócios que contribuíram para a apresentação hoje de uma lista de assinaturas que corresponde a mais de 1.800 votos, que cumprem assim a exigência estatutária mínima de 1.500 votos para a realização de uma assembleia-geral por solicitação dos associados do clube.

O Movimento mantém integralmente a ordem de trabalhos, salientando a importância do ponto 1 da ordem proposta (a realização de uma auditoria externa e independente ao Sporting Clube de Portugal e a todas as sociedades do Grupo Sporting com apresentação de contas consolidadas) após mais uma assembleia-geral (28 de Maio de 2007) marcada pela frieza dos números apresentados pelo conselho directivo sobre o estado do clube, importando neste momento, mais do que nunca, permitir a todos os associados do clube conhecer a realidade, razões e responsabilidades da real situação financeira e patrimonial do clube de modo a juntos retirarem conclusões que permitam construir um futuro que tenha em conta as lições de um passado que muito prometeu e que importa aferir porque não cumpriu.

O Movimento aguarda agora por momento oportuno para definir os detalhes da realização da reunião magna com o Dr. Rogério Alves, presidente da Assembleia-Geral do Sporting Clube de Portugal procurando que esta aconteça com a maior brevidade possível.

O Movimento Leão de Verdade, agradece a todos os sócios assinantes desta convocação de AG Extraordinária, pela sua contribuição para este momento histórico na vida no Sporting Clube de Portugal, sem precedentes, prometendo máximo empenho, neste e noutros momentos, na procura de um Sporting Clube de Portugal cada vez mais ao nível do seu historial, desígnio e associados.

Leão de Verdade – Movimento de Cidadania Sportinguista

www.leaodeverdade.org

info@leaodeverdade.org


Entregue requerimento convocação AG Extraordinária

2 de Junho de 2008 – 23:09
Tag: AG

O Movimento de Cidadania Sportinguista, Leão de Verdade, entregou hoje o requerimento dirigido ao presidente da mesa da AG com vista à convocação de AG Extraordinária com a seguinte ordem de trabalhos (ver aqui).

O requerimento contém mais de 300 assinantes perfazendo um total superior a 1800 votos.

Nos próximos dias contamos avançar mais pormenores sobre a referida AG, nomeadamente data e local, bem como propostas levadas a votação, sistema de votação entre outros.

O Movimento Leão de Verdade, vem agradecer a todos os assinantes desta convocação de AG Extraordinária, pela sua contribuição para este momento histórico na vida no Sporting Clube de Portugal.

AG chumba proposta da direcção

29 de Maio de 2008 – 15:00

Realizou-se dia 28 de Maio de 2008, uma AG Extraordinária proposta pelo Conselho directivo do SCP.

Da ordem de trabalhos constava um ponto único. Ver aqui.

O resultado da votação foi de 63,71% Sim, e 36,29% Não.

Não havendo maioria de 2/3 na referida votação a proposta foi chumbada.

CONDUÇÃO DA ORDEM DE TRABALHOS

A condução da ordem de trabalhos correu de forma profundamente lamentável.

Um dos primeiros oradores, sócio Dias Ferreira, apresentou-se com um discurso que o próprio anunciou demorar cerca de 24 minutos. Após esgrimir argumentos com o presidente da mesa, alegou o facto de em seu favor cinco sócios inscritos terem abdicado dos seus tempos de intervenção. A negociação de «minutos» prosseguiu durante alguns instantes, que acabou numa decisão do presidente da mesa em conceder ao sócio em causa metade do tempo por este exigido. Ia a intervenção já ultrapassando largamente o tempo estipulado, quando o presidente da mesa interrompeu afirmando que estenderia o tempo em mais quatro minutos na sequência de mais uma desistência em favor do orador.

Cerca das 23,30 horas, foi entregue à mesa um requerimento que prescindia da palavra dos sócios ainda inscritos que não a tinham usado, passando de imediato à votação.

A confusão nos longos minutos que se seguíram, resultou na tentativa de votação de braço no ar do requerimento, frustrada pela impossibilidade dos serviços a conseguírem concretizar.

Neste longo período ninguém usou da palavra.

Entretanto deram entrada na mesa outros dois requerimentos, que não foram sujeitos a votação. Facto para o qual não houve nenhuma explicação.

Posteriormente o presidente da mesa tomou a decisão de conceder um minuto a cada um dos ainda inscritos, mas abrindo a votação de imediato.

Acto contínuo, uma grande maioria dos sócios desloca-se para a zona das urnas a fim de exercer o direito de voto, por um lado, sendo que por outro, ainda alguns sócios tentavam usar da palavra.

Acredito que o presidente da mesa, pessoa pela qual tenho consideração, fará uma reflexão destes acontecimentos para que os evite no futuro, a bem da dignidade e grandeza que o órgão máximo do nosso Clube merece.

Haja coerência e clareza

29 de Maio de 2008 – 3:10

Chegado da assembleia-geral deixo breve comentário e esclarecimento a todos os sócios e adeptos que acedam ao nosso site em busca de informações sobre a mesma e sobre as consequências do resultado de “aparente” derrota da proposta de reestruturação.

O presidente do conselho directivo apresentou-se aos sócios fazendo um esclarecimento, no arranque da assembleia: apesar de apenas uma das três propostas pedir aprovação por 2/3 dos votos dos associados presentes, o conselho directivo submetia-se à decisão dos sócios, apresentando toda a proposta em conjunto. No final da sua intervenção deixou transparecer de forma pouco clara (o suficiente para a grande maioria dos sócios que esclareci não se terem apercebido desse facto) que apesar de tudo, caso mesmo assim o conjunto da proposta tivesse mais do que 50% dos votos presentes se reservava o direito de avançar com as duas propostas que, se equacionadas em separado, não necessitariam de ir a assembleia-geral.

Ao aperceber-me desta falta de clareza, aproveitei o minuto de intervenção que me foi concedido, já numa fase fnal de assembleia lamentável em que os sócios falavam durante um minuto para alguns enquanto que outros tinham já autorização para votar, em imaginável confusão, para pedir ao presidente do conselho directivo que esclarecesse essa dúvida de imediato, a tempo de prestar esclarecimento útil perante os associados que já votavam. Infelizmente isso não veio a acontecer, embora o presidente Soares Franco me tenha confirmado de imediato após o fim da minha intervenção, em conversa pessoal, que a interpretação que fiz das suas palavras estava correcta.

Apenas no final, após o resultado anunciado (que inviabilizou formalmente a proposta por não atingir os 2/3 necessários) foi prestado esse esclarecimento, pelo presidente da assembleia-geral, a pedido de do presidente do conselho directivo, provocando naturais reacções nos inúmeros associados que não se aperceberam desta questão nas palavras iniciais do presidente do clube, que apesar de compreendidas por alguns não foram obviamente suficientemente claras para todos.

É do meu entendimento (e de tantos sócios admirados com o desfecho) que a partir do momento em que o presidente do conselho directivo apresenta um conjunto de 3 propostas para votação conjunta, mesmo que duas delas não carecessem aparentemente de ir a assembleia-geral, é incoerente e pouco claro avançar do mesmo modo com as duas decisões para as quais tinha liberdade de decisão, após apresentar todo um plano de reestruturação para votação conjunta dos sócios.

Aproveito para dizer que, sem que contássemos com isso e numa fase em que já excedemos há algum tempo o número mínimo de votos necessários à sua convocação, tivemos forte adesão de sócios ao pedido de assembleia-geral extraordinária, agora e nunca cada vez mais centralizado num pedido de auditoria externa, independente, com contas consolidadas de todo o grupo Sporting. Após mais uma AG onde o passado foi discutido com veemência mas pouco detalhe e fundamentação é cada vez mais evidente que os sócios do Sporting têm o direito e a necessidade de conhecer toda a realidade da história recente e presente do Sporting Clube de Portugal, quando é cada vez mais óbvio que o projecto Roquette e seus derivados constituem a pior catástrofe que alguma vez se abateu sobre o Sporting Clube de Portugal.

Voltaremos certamente com mais esclarecimentos,
Saudações leoninas,

Pedro da Cunha Ferreira´
sócio nº 9.576